Aprovada indicação de Telles Ribeiro para embaixada do Brasil no Líbano

Com 44 votos a favor, 3 contrários e uma abstenção, foi aprovada no Plenário do Senado nesta terça-feira (22) a indicação do diplomata Hermano Telles Ribeiro para o cargo de embaixador do Brasil na República Libanesa.

A indicação (MSF 87/2019) de Telles Ribeiro tinha sido aprovada pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) por unanimidade no dia 13 de fevereiro, tendo seguido para o Plenário com pedido de urgência. Porém, com a interrupção das atividades presenciais em decorrência da covid-19, as votações de autoridades ficaram suspensas por seis meses.

Na sabatina, o diplomata ressaltou os profundos laços que unem o Líbano ao Brasil, uma vez que há mais libaneses e descendentes no Brasil do que no próprio Líbano. O diplomata lembrou que na diáspora libanesa — na maior parte no século 20 — 12 milhões de libaneses deixaram o país e cerca de 8,5 milhões chegaram à América Latina, sobretudo ao Brasil. O relator, senador Esperidião Amin (PP-SC), acrescentou que há de 7 a 11 milhões de libaneses e descendentes no Brasil.

A balança comercial entre Brasil e Líbano alcançou US$ 297,5 milhões em 2018. O resultado foi 5,1% maior do que o registrado em 2017, com superavit de US$ 242,5 milhões para o Brasil. Em 2018 o Brasil se posicionou entre os maiores fornecedores de café (78% do total importado pelo Líbano), carne bovina (65,8%) e milho (29,7%) do país.

História

Durante a exposição, Telles Ribeiro destacou a história dos fenícios, o avanço desse povo nas navegações e comércio e o legado deixado pelas civilizações que passaram pela região, como egípcios, assírios, babilônicos, gregos, persas, romanos, bizantinos, árabes, francos, otomanos (que dominaram essa região por 400 anos) e armênios.

— Esse trânsito de pessoas, de capital e das culturas está no DNA do Líbano de hoje — afirmou.

Oriente Médio

Telles Ribeiro analisou o cenário turbulento ao redor do Líbano: a crise humanitária do Iêmen, a que o embaixador se referiu como “o pior desastre humanitário em curso na história contemporânea”; a desconstrução da Síria, que já dura oito anos; a instabilidade do Iraque e a crise econômica da Líbia.

— É um entorno complexo — afirmou.

Telles Ribeiro foi cônsul-geral adjunto em Paris (1992-1994) e Atlanta, nos Estados Unidos (2011-2016), além de servir nas embaixadas em Caracas (1995-1996), Tóquio (2001- 2005) e Paris (2005-2008) e em organismos multilaterais.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: http://www12.senado.gov.br/noticias/noticias/materias/2020/09/22/aprovada-indicacao-de-telles-ribeiro-para-embaixada-do-brasil-no-libano
Todas as informações contidas nesta página são de responsabilidade do seu criador.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *