CRE aprova indicados para embaixadas de Togo e Omã

Os integrantes da Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovaram nesta segunda-feira (14), por unanimidade, com 13 votos favoráveis, os nomes dos embaixadores Nei Futuro Bitencourt, para a embaixada brasileira na República Togolesa, e Ligia Maria Scherer, para a do Sultanato de Omã. Os nomes agora precisam ser confirmados pelo Plenário do Senado.

Tanto os embaixadores quanto os relatores da mensagem participaram da sabatina da CRE remotamente. Relator da indicação de Ligia Maria Scherer, o senador Esperidião Amin (PP-SC) não pôde vir a Brasília votar presencialmente porque está em Florianópolis, cumprindo isolamento, pois cinco membros de sua família testaram positivo para a covid-19. Ele aguarda o resultado de seu exame. Amin declarou voto favorável aos sabatinados.

Togo

O embaixador Nei Futuro Bitencourt nasceu em Caicó (RN) em 13 de outubro de 1957. Ingressou na carreira diplomática em 1983, após concluir o curso de preparação da carreira. Já havia se graduado em engenharia, em 1977, e em jornalismo, em 1981, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Seus últimos postos foram de conselheiro na embaixada em Washington, ministro-conselheiro na embaixada em Maputo (Moçambique), embaixador em Iaundê (Camarões) e cônsul-geral em Nagoia (Japão), onde está até o presente. Ele ressaltou sua atuação nos dois países africanos e lembrou que Camarões foi ex-colônia francesa, como o Togo.

O relator da indicação foi o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que frisou a colaboração bilateral para o desenvolvimento do setor algodoeiro e da produção de mandioca. A balança comercial é positiva para o Brasil: em 2019, o saldo foi de US$ 28 milhões, com US$ 49 milhões de exportações brasileiras principalmente de açúcar e álcool, e US$ 20 milhões de importações de óleo diesel do Togo. Brasil e Togo abriram suas respectivas embaixadas em 1978, mas no fim dos anos 1990 e início de 2000, ambas foram fechadas. Foram retomadas primeiro a do Brasil, em Lomé, em 2006, e depois a do Togo em Brasília, em 2015.

O Togo é considerado um dos países de menor desenvolvimento, o que precisa ser olhado com atenção durante a missão, disse Bitencourt. O país tem um tamanho equivalente ao da Paraíba e 8 milhões de habitantes, com PIB de US$ 6,3 bilhões, segundo o diplomata.

O indicado frisouque seus quase nove anos servindo em países africanos lhe garantem “perspectiva para entender o Togo e os desafios que me caberão”. Bittencourt também destacou ter aceitado o desafio, lançado pelo senador Mecias de Jesus, de intensificar e expandir as relações entre os dois países.

— Me comprometo com esse desafio. Será um prazer, ao final da minha missão, poder reconhecer que eu consegui sucesso em ampliar as relações econômico-comerciais bilaterais — disse.

Omã

A embaixadora Ligia Maria Scherer nasceu em Curitiba (PR), em 28 de outubro de 1951. Ingressou na carreira diplomática em 1979, após concluir o curso de preparação da carreira diplomática. Já havia se graduado em letras, em 1974, pela Universidade Federal do Paraná.

Seus últimos postos foram como chefe do Escritório de Representação em Ramalá (Palestina), embaixadora do Brasil em Maputo (Moçambique), diretora do Departamento do Oriente Médio e cônsul-geral em Barcelona (Espanha), até o presente.

Relator da indicação, Esperidião Amin frisou que o golfo de Omã permite acesso ao estreito de Ormuz, por onde circulam dois terços do tráfego mundial de petróleo. O Brasil é o principal parceiro do país na América Latina, e Brasília é a sede da única embaixada na região, o que valoriza ainda mais o posto a ser ocupado.

A balança comercial é favorável ao Brasil, principalmente com exportações de minério de ferro. O PIB é de US$ 86,2 bilhões. A mineradora Vale construiu uma planta de pelotização de minério de ferro na cidade portuária de Sohar, o maior investimento estrangeiro fora do setor de hidrocarbonetos realizado no sultanato e o maior investimento de origem brasileira no Oriente Médio.

Amin destacou a postura equilibrada e amigável do país, que, segundo ele, sempre atua como mediador para a solução dos conflitos na região. O relator ressaltou a importância do posto a ser assumido pela embaixadora.

— Ela ajudara o Brasil e o mundo a vivermos menos tensões — disse.

Ligia Scherer destacou o que considera uma grande marca do sultanato: a posição estratégica e moderadora, com uma política externa de equilíbrio e a manutenção de canais abertos de cooperação e mediação entre países rivais. Ela lembrou que a maioria religiosa é de uma vertente do islã pragmática e flexível.

O país, que tem um tamanho equivalente ao do Maranhão e uma população de 5 milhões de pessoas, enfrenta uma crise pela queda do preço do barril de petróleo e outros setores vêm sendo estimulados, como os de logística, manufatura e turismo.

Ao responder um questionamento feito via Portal e-Cidadania sobre as potencialidades das relações entre Brasil e Omã, a embaixadora frisou a excelente relação entre os dois países e o potencial existente nessa parceria nos setores de mineração, logística, pesca, turismo, colaboração em saúde e defesa, entre outros.

Há muito o que fazer, complementaridade e interesse, boa vontade entre os dois governos e entre os dois empresariados — pontuou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: http://www12.senado.gov.br/noticias/noticias/materias/2020/12/14/aprovados-na-cre-indicados-para-embaixadas-de-togo-e-oma
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