Diretora-geral aponta desafios da gestão em cenário de redução de servidores

Num cenário de redução da força de trabalho do Senado — de 3 mil servidores para 2,2 mil em cinco anos (2014-2018) — e expectativa de redução de 25% até 2020, o desafio é fazer mais com menos. Foi o que disse a diretora-geral da Casa, Ilana Trombka, ao participar do 2º Encontro de Boas Práticas de Gestão de Pessoas do Banco Central, na sexta-feira (17).

A diretora-geral defendeu medidas de engajamento e motivação quegarantam uma melhora não somente no ambiente de trabalho, mas que tambémcapacitem o servidor para atender a sociedade.

— Sem concursos e com restriçãoorçamentária, temos o desafio de ter cada vez menos servidores, queprecisam estar motivados e assumir vários papéis.

Ilana salientou as dificuldades orçamentárias para contratação de pessoal apartir de 2020. Também avaliou que é necessário redimensionaro treinamento e capacitação dos servidores e os processos e inserir oser humano em sua concepção.

— [Precisamos] aprender com quem jáfaz coisas semelhantes, compartilhar dificuldades e práticas com outrosórgãos. Questionar e reestruturar processos de trabalho, “sair dacaixinha”, buscar tecnologia e combater o pensamento de que “sempre foiassim” — disse, apontando a necessidade de as pessoas seremfelizes no ambiente de trabalho, onde passam a maior parte do tempo, eterem a opção de mobilidade, fator importante para o bem-estar.

Outramedida defendida pela diretora-geral foi a adoção do teletrabalho emalguns setores, além do estabelecimento de meios de medir aprodutividade e a adoção da jornada semanal flexível. Ilana tambémressaltou medidas já adotadas pelo Senado, como a cota de 2% paracolaboradoras terceirizadas em situação de violência doméstica; trabalhode voluntariado promovido pela Liga do Bem; Projeto Mãe Nutriz, deamamentação no local de trabalho; ações educativas contra assédio sexuale moral; ações do Comitê de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça;esforço para obtenção de 30% das vagas em postos de liderança paramulheres; aulas de defesa pessoal; e encontros mensais com aposentados,entre outras práticas.

Qualidade

O diretor-executivo de Gestão do Senado, Márcio Tancredi, recordou o 1º Encontro de BoasPráticas de Gestão, ocorrido no Senado em 2017, durante o qual se criou uma rede de colaboração entre Senado e Banco Central. Eleressaltou a importância de focar em melhoria de processos e qualidade emrecursos humanos.

— Neste momento crítico para as áreas degoverno, em que há muita pressão sobre as áreas de recursoshumanos, é preciso resolver a questão da disponibilidade e daqualificação. É uma questão muito dura que vamos ter de resolver —disse.

O secretário-executivo do Banco Central, Adalberto Cruz Júnior, enfatizou arelevância da missão organizacional da instituição e docompromisso com a sociedade. Segundo ele, se não houver envolvimento doelemento humano, a implementação de processos de trabalho e tecnologianão é suficiente.

— Engajamento é reconhecimento e envolvimento depessoas. Podemos fazer a diferença. A diferença do sucesso é apersistência, mais importante que o talento — afirmou.

Chefe doDepartamento de Gestão de Pessoas do BC, Marcelo Cota reforçou anecessidade de implantar uma “proposta de valor” e de carreira para oservidor da instituição que supere a desconexão das pessoas com otrabalho que realizam. Na sua avaliação, um dos atrativos para a entradana instituição é a reputação nacional e internacional do banco e apossibilidade de capacitação na universidade corporativa.

MarceloCota aposta no desenvolvimento de postura comportamental em que oservidor esteja apto a “entregar valor”. Ele observou que o bancoimplementou há um ano a prática de gestão de desempenho — que deve ser,avalia, um rito contínuo de diálogo — e que o maior engajamento ocorreentre os melhores, ou seja, entre as pessoas mais capacitadas.

Porsua vez, o secretário-adjunto de Gestão de Pessoas do Ministério do Planejamento, Erasmo Sampaio, disse haver preocupação permanente de buscarmecanismos de atração e gestão de pessoas para a entrega de serviçossatisfatórios à sociedade. Para o secretário, quem quiser trabalhar nosetor público vai levar em conta a característica da organização, háquanto tempo ela existe, o que produz e sua posição no ramo em que atua,além de salário, benefícios e planos de saúde e previdenciário, entreoutros.

Fonte: http://www12.senado.gov.br/noticias/noticias/materias/2018/08/22/diretora-geral-aponta-desafios-da-gestao-em-cenario-de-reducao-de-servidores
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