Operação Planum investiga organização criminosa que movimentou R$ 1,4 bilhão e lavou dinheiro do tráfico de cocaína para a Europa

Cerca de 200 policiais federais cumprem mandados de prisão contra 21 pessoas, mandados de busca e apreensão em 40 endereços e ordens judiciais para sequestro e bloqueio de imóveis, fazendas, aeronaves, embarcações, veículos e contas bancárias, estimados em mais de 25 milhões de reais.

O inquérito policial foi instaurado em junho de 2017 para apurar o envio de cocaína da Bolívia para o Rio Grande do Sul. Com o desenvolvimento das investigações, a Polícia Federal identificou que aviões partiam de Mato Grosso do Sul para serem carregados com grande quantidade de cocaína (em média 500 quilos) na Bolívia e seguiam até o Rio Grande do Sul, onde pousavam em fazendas adquiridas pela organização criminosa. Posteriormente, a droga seguia por via rodoviária para outros estados e permanecia em depósitos até ser despachada para a Europa através de portos brasileiros.

Uma das apreensões ocorreu no terminal portuário de Navegantes (SC), em 6 de junho de 2016, quando 811 quilos da droga, escondidos em blocos de granito, foram localizados pela Receita Federal em contêineres que seriam despachados para a Espanha. Em outra apreensão, em 23 de junho deste ano, a Polícia Federal flagrou 448 quilos da droga escondidos em um bloco de concreto, em um caminhão que trafegava pelo município de Unistalda (RS). Até o momento, foi possível comprovar o volume de 2,2 toneladas de cocaína que foram enviadas ou que seriam despachadas do Brasil para a Europa pelo grupo criminoso.

Análise de dados bancários e fiscais e informações compartilhadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, após a prisão de um narcotraficante e de alguns dos investigados na Operação Planum em uma residência no município de Tramandaí (RS), em 10 de agosto de 2017, possibilitaram o rastreamento do fluxo financeiro do grupo criminoso, indicando a utilização de doleiros em São Paulo para o pagamento das transações do tráfico de drogas no exterior.

A investigação aponta para um banco informal responsável pela lavagem de dinheiro oriundo de diversos crimes, além do tráfico de drogas, como contrabando e outros ilícitos que se utilizam da lavagem de dinheiro para realizarem suas transações ilegais. A movimentação dessa instituição financeira clandestina foi de aproximadamente 1,4 bilhão de reais nos últimos três anos. A investigação já rastreou cerca de 90 empresas de fachada e 70 pessoas empregadas como “laranjas” do grupo para a operacionalização da lavagem de dinheiro e operações de câmbio ilegais.

 Os crimes investigados na Operação Planum são organização criminosa, tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico de drogas, operação de instituição financeira sem a devida autorização, operação de câmbio não autorizada e lavagem de dinheiro.

 

LOCAIS DE BUSCAS /CIDADE 

CACHOEIRINHA/RS 6
CAPÃO DO CIPÓ/RS 1
ESTÂNCIA VELHA/RS 1
GRAVATAÍ/RS 1
ITAQUI/RS 1
NOVO HAMBURGO/RS 1
PALMARES DO SUL/RS 1
TRAMANDAÍ/RS 2
URUGUAIANA/RS 3
SÃO PAULO/SP 6
LIMEIRA/SP 6
CAMPO GRANDE/MS 6
FÁTIMA DO SUL/MS 1
CAARAPÓ/MS 1
TIJUCAS/SC 1
PIRENÓPOLIS/GO 2

 

MANDANDOS DE SEQUESTRO/ARRESTO DE BENS E BLOQUEIO DE CONTAS:

IMÓVEIS 15
AUTOMÓVEIS E CAMINHÕES 81
AERONAVES 8
EMBARCAÇÕES 6
CONTAS BANCÁRIAS – PESSOA JURÍDICA 121
CONTAS BANCÁRIAS – PESSOA FÍSICA 57

 

 






Fonte: http://idg.receita.fazenda.gov.br/noticias/ascom/2018/novembro/operacao-planum-investiga-organizacao-criminosa-que-movimentou-r-1-4-bilhao-e-lavou-dinheiro-do-trafico-de-cocaina-para-a-europa
Todas as informações contidas nesta página são de responsabilidade do seu criador.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *