Senado aprova Bruno Cobuccio para chefiar embaixada do Brasil no Senegal

Com 37 votos a favor, 4 contrários e 1 abstenção, o Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (23), a indicação do diplomata Bruno Luiz dos Santos Cobuccio para o posto de embaixador do Brasil no Senegal e cumulativamente na Gâmbia. O relatório favorável foi apresentado pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR). A Presidência da República será comunicada sobre a aprovação da MSF 26/2020.

Bruno Cobuccio fez economia na Universidade de Campinas. No Instituto Rio Branco, em 1982, concluiu o curso de preparação à carreira diplomática; e, em 2010, o curso de altos estudos, no qual apresentou a tese intitulada “A irradiação empresarial espanhola na América Latina: um novo fator de prestígio e influência”. Já foi embaixador em Angola e atualmente é embaixador na Costa do Marfim desde 2016.

Entre as atividades por ele exercidas ao longo de sua trajetória profissional, destacam-se as de: terceiro e segundo-secretário na Embaixada em Budapeste, de 1985 a 1990; assistente na Divisão da América Meridional I, de 1990 a 1991; chefe de gabinete do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, Departamento de Assuntos Internacionais, de 1991 a 1992; segundo e primeiro-secretário na Embaixada em Madri, de 1993 a 1997; primeiro-secretário na Delegação Permanente junto à Aladi, Montevidéu, de 1997 a 2001; assistente do diretor do Instituto Rio Branco, de 2001 a 2003; assessor especial do Ministério da Integração Nacional, de 2003 a 2006; conselheiro na Embaixada em Montevidéu, de 2006 a 2008 e conselheiro na Embaixada em Paris, de 2008 a 2011. O diplomata já foi embaixador na Angola e atualmente é embaixador na Costa do Marfim desde 2016.

Senegal

O panorama da cooperação com Senegal é diversificado. A cooperação bilateral abrange projetos no país africano como o de criação de unidades agroecológicas, prospecção para o aumento da produtividade do cultivo de algodão, estabelecimento de centros de referência em censos com coleta eletrônica de dados e aperfeiçoamento de modelos sustentáveis de alimentação escolar, além da cooperação nas áreas de defesa, educação, cultura, tecnologia e jurídica.

Quanto às relações comerciais, há histórico superavit brasileiro, tendo o Brasil, em 2019, exportado cerca de US$ 135 milhões para o Senegal, especialmente arroz (35%), ovos de aves (9,5%) e açúcares de cana ou de beterraba e sacarose quimicamente pura, no estado sólido (8,8%). No mesmo período, o Brasil importou produtos que totalizam US$ 4,7 milhões, principalmente ácido fosfórico e ácidos polifosfóricos (73,2%) e minérios de zircônio e seus concentrados (22,3%).

Durante a sabatina de Cobuccio na Comissão de Relações Exteriores (CRE), ele destacou o fato de o Senegal ter dado início a um ambicioso plano econômico para colocá-lo no grupo dos emergentes até 2035. Apesar dessa oportunidade aberta, segundo Cobuccio, as exportações brasileiras estão num patamar considerado baixo ainda. 

O diplomata afirmou que tanto no Senegal quanto na Gâmbia há um quadro parecido com o que ocorre nos demais países da África: a percepção de que o Brasil é uma potência, mas que está afastada e ausente do continente. 

— Ao longo das décadas, encolhemos, caminhando para a quase insignificância e fomos superados por países menores. O espaço livre deixado pelo Brasil foi paulatinamente ocupado. O capital de simpatia que os africanos têm por nós é imenso.  Quando nos apresentamos como brasileiros, imediatamente os sorrisos e as portas se abrem. Mas esse capital é subutilizado e dificilmente se transforma em negócios concretos para nossas empresas — declarou na ocasião.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: http://www12.senado.gov.br/noticias/noticias/materias/2020/09/23/senado-aprova-bruno-cobuccio-para-chefiar-embaixada-do-brasil-no-senegal
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